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Tipos de AVC isquêmico e hemorrágico: como diferenciá-los?

Rapidez na identificação do quadro e na busca por socorro especializado influencia no sucesso do tratamento.

Também conhecido como derrame, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é, hoje, a segunda maior causa de morte entre os brasileiros e se caracteriza pela obstrução ou rompimento dos vasos que conduzem o sangue para o cérebro, causando a perda de função da área afetada. A seguir, a Dra. Marcia Neiva, neurologista do Hospital Brasília, fala mais detalhadamente sobre esse assunto.

A especialista aponta que os principais fatores de risco são:

  • hipertensão;

  • diabetes tipo 2;

  • colesterol alto;

  • sobrepeso;

  • obesidade;

  • tabagismo;

  • uso excessivo de álcool;

  • idade avançada;

  • sedentarismo;

  • uso de drogas ilícitas;

  • histórico familiar;

  • ser do sexo masculino.

Há o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico. Entenda, a seguir, a diferença entre eles.

AVC isquêmico: o que é?

O AVC isquêmico ocorre por causa da obstrução do fluxo de sangue dentro das artérias, o que impede a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que acabam morrendo. “Essa obstrução pode ser desencadeada em um trombo que se forma em cima de uma placa de gordura ou de um coágulo que venha do coração”, explica a Dra. Marcia. O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.

AVC hemorrágico

A neurologista esclarece que o AVC hemorrágico é caracterizado pelo rompimento de um vaso cerebral, o que provoca hemorragia dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge (membrana que envolve o encéfalo e a medula espinhal). Apesar de ser menos frequente que o AVC isquêmico, o AVC hemorrágico causa mais mortes. “As principais causas para esse tipo de AVC são pressão alta descontrolada e a ruptura de um aneurisma”, completa a médica.

Sintomas de AVC

Tanto o AVC hemorrágico quanto o AVC isquêmico apresentam os mesmos sintomas:

  • perda de força ou de sensibilidade em um dos lados do corpo;

  • dificuldade para falar;

  • alterações súbitas da visão;

  • tontura ou vertigem súbitas.

O que fazer se surgirem sintomas de derrame cerebral?

“Caso você apresente sintomas de AVC ou acredite que outra pessoa esteja demonstrando sinais de um derrame, manter a calma e acionar o serviço de emergência são atitudes que devem ser tomadas imediatamente”, alerta a Dra. Marcia.

Os primeiros socorros incluem:

  • deitar o paciente de lado, com a cabeça apoiada de forma ligeiramente elevada. Isso evita a obstrução da garganta pela língua ou possíveis engasgos durante eventual vômito ou desmaio;

  • manter a pessoa aquecida com cobertas ou roupas.

Tratamento do AVC

O tratamento depende do tipo de AVC e do tempo de chegada à unidade hospitalar (quanto mais rápido se chega, menores as chances de grandes sequelas). O tratamento pode envolver o uso de medicação endovenosa para dissolver o trombo, cateterismo cerebral para remover o trombo, cirurgia ou apenas cuidados na unidade de terapia intensiva. Mas a conduta deve ser definida por um neurologista. A reabilitação é feita por equipe multidisciplinar (fonoterapeuta, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista, enfermeiros e médicos) e depende do grau de sequela de cada paciente.

O Hospital Brasília é pioneiro na criação de protocolos para atendimento a quadros de AVC. Esse trabalho nos conferiu a certificação Angels​ e nos qualificou como centro de referência em atendimento a AVC, sem contar que somos o primeiro hospital do Distrito Federal a receber tal reconhecimento. Por isso, em caso de emergência, dirija-se à nossa unidade: SHIS QI 15, Conjunto G – Lago Sul. 


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