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Leucemia aguda tem cura? Entenda

De acordo com especialista, quanto mais rápido o diagnóstico, maiores são as chances de sucesso no tratamento. Saiba mais

​Conhecida como “fábrica do sangue", a medula óssea é responsável pela produção de glóbulos brancos, vermelhos, plaquetas e demais elementos celulares que constituem o sangue. Alterações como a leucemia comprometem as funções do sistema de defesa, trazendo complicações à saúde física do paciente.

No aspecto emocional, dúvidas como “leucemia aguda tem cura?" e preocupações relacionadas ao tratamento são bastante comuns. Pensando nisso, convidamos o Dr. Diogo Kloppel Cardoso, hematologista do Hospital Brasília, para responder as principais perguntas sobre o tema.

O que é leucemia aguda e quais os sintomas iniciais?

A leucemia aguda é um tipo de “câncer no sangue" que, por uma mutação nas células ainda não maduras, as transformam em células cancerosas. Além de se multiplicarem muito mais rápido do que as estruturas saudáveis, elas também são mais resistentes e acabam por se proliferar e prejudicar a produção do sangue normal. Quanto aos sintomas, o médico destaca os principais:

  • Fadiga;

  • Cansaço;

  • Falta de ar;

  • Tonturas ou desmaios;

  • Dor de cabeça;

  • Palidez;

  • Febre;

  • Hematomas;

  • Petéquias (pequenas manchas hemorrágicas puntiformes);

  • Sangramentos;

  • Falta de apetite;

  • Perda de peso sem motivo aparente;

  • Aumento do baço e do fígado.

Tipos de leucemia mais comuns

Existem diversos tipos de leucemia, que se dividem entre aguda e crônica. A principal diferença entre elas é que a leucemia aguda avança rapidamente e é mais agressiva. Dentro desses grupos, existem ainda os subtipos, que são classificados de acordo com os tipos de glóbulos brancos que são afetados. Os tipos de leucemia mais comuns são:

  • Leucemia linfoide aguda: afeta as células linfoides precursoras de linfócitos e se agrava rapidamente. É o tipo mais comum em crianças pequenas, mas também ocorre em adultos;

  • Leucemia linfoide crônica: se desenvolve nas células linfoides maduras e evolui lentamente. A maioria das pessoas diagnosticadas com esse tipo da doença tem mais de 55 anos;

  • Leucemia mieloide aguda: atinge células mieloides imaturas (medula óssea) e avança de maneira rápida. É mais frequente em adultos jovens e idosos;

  • Leucemia mieloide crônica : ocorre nas células mieloides maduras e se desenvolve vagarosamente. É mais prevalente entre adultos.

​Qual o tratamento para leucemia?

Apesar de sua agressividade, a leucemia aguda tem cura. O Dr. Diogo explica que o diagnóstico precoce faz toda diferença no desfecho positivo, pois é a partir dele que o médico determina o melhor tratamento.

“Entre as abordagens disponíveis, estão: quimioterapia, que em casos específicos pode ser associada à radioterapia; uso de antifúngicos que auxiliam no controle de eventuais infecções; medicamentos com alvo específico. Para os casos mais graves, com chance de reincidência, a melhor opção é o transplante de medula óssea", acrescenta.

A solidariedade de doadores de medula e de sangue é essencial para salvar a vida dos pacientes com câncer hematológico. Caso você deseje se voluntariar, procure o hemocentro mais próximo e agende uma visita.

​Quanto tempo de vida tem uma pessoa com leucemia aguda?

De acordo com o especialista, o tempo de sobrevida de um paciente com leucemia aguda não é o mesmo para todo mundo.

“Isso depende muito. Depende de qual o tipo de leucemia aguda, se ele tem alterações genéticas específicas que conferem bom ou mau prognóstico, a idade, a presença de comorbidades e o tempo que leva para a doença ser diagnosticada, por exemplo. Existem leucemias agressivas em pacientes idosos com comorbidades que podem levar a óbito em questão de dias. Entretanto, também existem quadros com alta chance de cura. Nesse caso, os pacientes têm uma sobrevida muito próxima à população geral.", conclui o Dr. Diogo.

​Centro de Oncologia do Hospital Brasília

Oferecer o melhor ao paciente com câncer, do diagnóstico ao tratamento, é uma missão da Rede DASA. E os modernos Centros de Oncologia do Hospital Brasília e do Hospital Brasília Unidade Águas Claras fazem parte dessa missão. 

Os espaços possibilitam uma jornada de cuidados integral do paciente por estarem ligados à Rede DASA de Oncologia, um verdadeiro ecossistema de saúde que permite um atendimento multiprofissional, com o envolvimento de diferentes especialidades. Isso quer dizer que o paciente oncológico pode contar com um sistema de apoio completo, composto por consultas ambulatoriais, diagnósticos realizados pelo Laboratório Exame, tratamento oncológico, cirurgia, atendimento em pronto-socorro e UTI.

​ Diferenciais

Os Centros de Oncologia do Hospital Brasília e da Hospital Brasília Unidade Águas Claras foram projetados para oferecer o máximo de conforto e bem-estar ao paciente oncológico em toda a sua jornada, do acolhimento à saída.  Confira alguns diferenciais:

  • Navegador de cuidados: profissional responsável por toda a linha de cuidado do paciente que agiliza a marcação de consultas, exames, diagnósticos, laudos anatomopatológicos e toda a integração do paciente ao sistema. Durante os agendamentos, o navegador leva em consideração o conforto e a comodidade do paciente oncológico. Por exemplo: caso seja necessário colher sangue um dia antes da quimioterapia, o navegador agenda uma coleta domiciliar, para evitar que o paciente precise sair duas vezes de casa;

  • Serviço de Uber para quem mora longe: caso o paciente more longe do hospital, é disponibilizado, gratuitamente, o serviço de Uber, para que ele possa se deslocar com conforto para consultas, tratamentos e exames;

  • Cuidados para evitar contato: os horários de atendimento do paciente oncológico são marcados de modo a evitar contato com outros pacientes. Também para impedir aglomerações, o paciente oncológico tem um ambiente de recepção exclusivo;

  • Discussão dos casos em tumor board; reuniões sistemáticas com médicos de diferentes especialidades que analisam cada caso, de modo a oferecer um atendimento personalizado e permitir discussão única acerca das peculiaridades da saúde de cada paciente;

  • Manutençã o da autoestima dos pacientes: dispositivos que contribuem para manter a autoestima de pacientes em tratamento, como toucas que evitam a queda de cabelo para pacientes em quimioterapia;

  • E quipe de bem-estar e qualidade de vida: o paciente oncológico é acompanhado de perto por uma equipe multidisciplinar focada em possíveis efeitos colaterais, psicológicos ou físicos, de modo a iniciar o tratamento o mais rápido possível e possibilitar bem-estar ao paciente;

  • Box de infusão isolado e personalizado: para a segurança e o bem-estar do paciente, o box de infusão – onde ele recebe os medicamentos contra o câncer – é disposto de forma isolada em relação aos demais, a fim de manter distância de outros pacientes. Cada indivíduo tratado tem uma equipe multidisciplinar à disposição, incluindo nutricionista, psicólogo e enfermeiro oncológico;

  • Integração com ampla rede de oncologia: aqui, a jornada de cuidados com o paciente oncológico é completa graças à integração com a extensa rede de oncologia dos hospitais. Assim, ele tem tudo de que precisa, do diagnóstico ao tratamento, incluindo cirurgias e transplante de medula óssea (TMO). É uma nova perspectiva de cuidado médico em oncologia.

Para mais informações, entre em contato com a nossa Central de Atendimento pelo número (61) 3704-9000.

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