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Sintomas de leucemia: como saber se uma pessoa está com leucemia?

Exposição a substâncias tóxicas tem relação com o desenvolvimento da doença

O sangue cumpre um papel fundamental no funcionamento do organismo: transporta oxigênio e nutrientes para as demais células do corpo e, por meio dos glóbulos brancos, nos protege de doenças e infecções.

Algumas alterações nas células sanguíneas, como as leucemias, por exemplo, prejudicam o sistema de defesa e causam complicações ao paciente. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), anualmente, surgem mais de 10 mil novos casos que atingem mulheres e homens de forma quase proporcional.

A Dra. Andresa Melo, hematologista do Hospital Brasília, fala sobre os principais aspectos do “câncer no sangue", incluindo os tipos e sintomas de leucemia.

O que é leucemia e como ela é diagnosticada?

A medula óssea é a “fábrica do sangue", visto que é a região que produz os elementos do sangue, incluindo os leucócitos (glóbulos brancos), as hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas. Popularmente conhecida como “câncer no sangue", a leucemia se caracteriza por uma mutação nas células que ainda não atingiram a maturidade, transformando-as em células cancerosas. Além de se multiplicarem muito mais rápido do que as estruturas saudáveis, elas também são mais resistentes e acabam se proliferando e prejudicando a produção do sangue normal.

“Caso exista alguma alteração no hemograma que levante a suspeita de leucemia, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para um hematologista. O exame confirmatório é caracterizado por análises realizadas diretamente no material aspirado da medula óssea, sendo o mais conhecido o mielograma", explica a especialista.

​Sintomas de leucemia

Uma das maiores dificuldades para identificar a neoplasia em seus primeiros estágios se dá pelo fato de que os sintomas de leucemia são semelhantes aos de várias outras doenças. Fique atento às seguintes manifestações:

  • palidez;

  • cansaço;

  • febre;

  • aumento de gânglios;

  • infecções recorrentes;

  • hematomas e sangramentos sem motivo aparente;

  • aumento do baço e do fígado.

Na presença de algum dos sintomas mencionados acima, não caia em receitas “milagrosas" disponíveis na internet. Consulte um hematologista, pois ele é o profissional capacitado para conduzir o diagnóstico da melhor forma.

​Sintomas de leucemia infantil

Infelizmente, as crianças não estão imunes às complicações decorrentes de mutações genéticas que causam as leucemias. Nos pequenos, os principais sinais de câncer no sangue incluem:

  • palidez;

  • cansaço;

  • hematomas;

  • febre;

  • infecções de repetição;

  • surgimento de linfonodos (caroços);

  • dor nos ossos e nas juntas;

  • suor noturno.

“Uma vez que esses sintomas estão presentes em várias doenças, é normal que os pais não busquem um hematologista de imediato. Nesse caso, o ideal é consultar o pediatra, pois ele mesmo poderá solicitar o exame de sangue que detectará a alteração nos leucócitos", discorre a Dra. Andresa.

​Como são as manchas de leucemia?

Diferentemente das lesões provocadas pelo câncer de pele, as manchas de leucemia têm relação com a queda na produção das plaquetas, responsáveis pela coagulação do sangue. Desse modo, pintinhas vermelhas e manchas roxas nas pernas podem ser sinais de leucemia.

O que causa leucemia?

Atualmente, ainda não há uma definição concreta para o que causa a leucemia. No entanto, é possível relacionar alguns fatores com o aumento do risco de desenvolver o câncer:

  • tabagismo;

  • benzeno: substância presente na gasolina;

  • radiação ionizante: proveniente de procedimentos médicos como radioterapia;

  • quimioterapia;

  • formaldeído (formol): muito usado na indústria de cosméticos e solventes;

  • doenças hereditárias como síndrome de Down;

  • exposição a substâncias químicas.

​Tipos de leucemia

Existem vários tipos de leucemia, que se dividem entre aguda e crônica. Enquanto as leucemias crônicas se desenvolvem mais lentamente e de forma menos agressiva, as agudas têm um avanço muito mais abrupto. Dentro desses grupos, existem ainda os subtipos, que são classificados de acordo com os tipos de glóbulos brancos que são afetados.

Confira os quadros mais comuns:

Leucemia linfoide aguda

Afeta as células linfoides precursoras de linfócitos e se agrava rapidamente. É o tipo mais comum em crianças pequenas, mas também ocorre em adultos.

​Leucemia linfoide crônica

Ela se desenvolve nas células linfoides maduras e evolui lentamente. A maioria das pessoas diagnosticadas com esse tipo da doença tem mais de 55 anos.

​Leucemia mieloide aguda

Atinge células mieloides imaturas (medula óssea) e avança de maneira rápida. É mais frequente em adultos jovens e idosos.

​Leucemia mieloide crônica​

Ocorre nas células mieloides maduras e se desenvolve vagarosamente. É mais prevalente entre adultos.

​Tratamento e cura

O tratamento varia de acordo com o tipo de leucemia. Existem subtipos de leucemias crônicas que não necessitam de recurso terapêutico e o paciente permanece em acompanhamento por longos períodos sem necessidade de intervenção.

“Por outro lado, leucemias agudas requerem uma abordagem imediata, com protocolos de quimioterapia que podem ou não se associar à radioterapia em alguns casos especiais. Em situações em que o paciente possui características que conferem alto risco de recaída, ele é encaminhado para a realização de transplante de medula óssea", conclui a hematologista.

​No Hospital Brasília, temos equipe de médicos hematologistas especialistas em transplante de medula óssea capacitados para atender qualquer demanda hematológica. O hospital conta ainda com moderna estrutura física e laboratorial e oference todos os recursos necessários para o atendimento dos pacientes com essa complexidade.

São duas unidades de internação exclusivas e especializadas para o cuidado de pessoas que enfrentam um câncer hematológico​ e uma unidade com dez leitos totalmente dedicada ao atendimento de pacientes submetidos ao transplante de medula óssea (com filtragem especial do ar e da água). Além disso, há fluxo diferenciado de atendimento desses pacientes no pronto-socorro e nas unidades de terapia intensiva.

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