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Câncer de pâncreas: saiba quais são os sintomas na fase inicial

Exposição a produtos químicos e consumo excessivo de alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas aumentam as chances de desenvolver a doença.


O pâncreas é um órgão abdominal muito importante para o funcionamento dos aparelhos digestivo e endócrino. Ele produz algumas enzimas e hormônios essenciais para o metabolismo, como a insulina. Assim, dúvidas frequentes sobre estratégias de diagnóstico e tratamento do câncer ​de pâncreas serão esclarecidas aqui. Para tanto, convidamos a Dra. Rafaela Veloso, oncologista clínica, para falar sobre o tema. Tire suas dúvidas.


O que é câncer de pâncreas? 

O termo comumente usado como “câncer de pâncreas”, em geral, se refere ao subtipo adenocarcinoma ductal, que representa de 85% a 90% de todas as neoplasias pancreáticas. O adenocarcinoma de pâncreas é uma neoplasia maligna que, em geral, se desenvolve silenciosamente e somente manifesta sintomas quando a doença está em estágio avançado e o prognóstico, infelizmente, é mais reservado.


Quais são as causas mais comuns do câncer de pâncreas?

Os estudos mostram que os principais fatores de risco para o surgimento do câncer (Link 1) de pâncreas são tabagismo, obesidade, hábitos alimentares inadequados e ingestão exagerada de bebidas alcóolicas. O aumento do número de jovens tabagistas, influenciados, muitas vezes, pela moda do cigarro eletrônico, com a falsa ideia de segurança, tem preocupado as autoridades de saúde. 


Que sinais podem indicar a presença do câncer de pâncreas?

Os primeiros indícios da doença podem ser a sensação de má digestão e dor abdominal, sintomas extremamente inespecíficos que dificultam o diagnóstico precoce da condição. 


Quais os principais sintomas do câncer de pâncreas?

Quando já em estágio avançado, os sinais mais comuns do câncer de pâncreas são:

• fraqueza;

• tontura;

• diarreia;

• repentina perda de peso;

• ausência de apetite;

• anemia;

• icterícia (na pele e no olhos, principalmente);

• urina escura;

• dificuldade de digestão;

• fezes esbranquiçadas;

• coceira;

• dor na região do estômago que pode irradiar para as costas.


Diagnóstico precoce 

“A detecção precoce de um câncer é uma estratégia utilizada para encontrar o tumor na fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem-sucedido”, pontua a médica.

O diagnóstico pode ser feito por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos de pessoas com sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce) ou daquelas sem sinais da condição (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

Não há evidências científicas de que o rastreamento do câncer de pâncreas traga mais benefícios do que riscos, portanto, até o momento, ele não é recomendado. Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria dos pacientes só apresenta indícios da condição nas fases mais avançadas da doença. Os sintomas mais comuns e que devem ser investigados são:

• icterícia (pele e mucosas amareladas);

• urina escura (cor de chá preto);

• cansaço, perda de apetite e de peso;

• dor no abdome superior e nas costas.

Na maior parte das vezes, esses sinais não são causados por câncer, mas é importante que sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em poucos dias.


Fatores de risco

O câncer de pâncreas é mais comum em pessoas acima dos 60 anos, diabéticos e fumantes. A exposição a produtos químicos e o consumo excessivo de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas também aumentam as chances de desenvolver a doença. 


Obesidade

A obesidade é uma grande preocupação mundial, já que está diretamente associada ao surgimento de diversas doenças, entre elas o câncer e as complicações cardiovasculares, como infarto, e AVE (acidente vascular encefálico). 


Tabagismo

O hábito de fumar ainda é um problema importante no mundo, pois está diretamente relacionado com o surgimento de diversas doenças cardiovasculares e neoplasias. 

 

Exposição a produtos químicos

A exposição a produtos químicos e solventes, como o estireno, o cloreto de vinila e agrotóxicos, possui relação com o desenvolvimento do câncer de pâncreas. 


Histórico familiar

Aproximadamente 5% a 10% das pessoas com diagnóstico de câncer de pâncreas têm história familiar positiva para a neoplasia. 


Genética 

Podemos identificar fatores de risco hereditários e não hereditários para o desenvolvimento do câncer de pâncreas. A menor parcela – algo em torno de 10% a 15% dos casos – decorre de fatores de risco hereditários e entre estes podemos destacar as síndromes de predisposição genética com associação ao câncer de pâncreas como:

• câncer de mama e de ovário hereditários associados aos genes BRCA1, BRCA2 e PALB2;

• síndrome de Peutz-Jeghers;

• síndrome de pancreatite hereditária.



Diabetes

Vários estudos epidemiológicos descrevem associação entre diabetes e câncer de pâncreas. O mecanismo subjacente a essa ligação não é claro, no entanto, alguns dados sugerem o risco aumentado de câncer de pâncreas em pacientes com doenças metabólicas, como diabetes mellitus tipo 2 e outros estados de resistência à insulina, bem como a obesidade. O quadro pode ser mediado por níveis reduzidos de adiponectina plasmática, um hormônio  que tem propriedades de sensibilização à insulina e anti-inflamatórias. 


Tratamento do câncer de pâncreas

O tratamento a ser realizado depende do laudo histopatológico (o tipo de tumor), da avaliação clínica do paciente e dos exames laboratoriais e de estadiamento (que é quando se verifica se a doença se espalhou pelo corpo). O estado geral em que o paciente se encontra no momento do diagnóstico é fundamental no processo de definição terapêutica. 

A cirurgia – o único método capaz de oferecer chance curativa – é possível em uma pequena parcela de casos, pelo fato de, na maioria das vezes, o diagnóstico ser feito em fase avançada da doença. Nos casos em que a cirurgia não é apropriada, a radioterapia e a quimioterapia são as formas de tratamento associadas a todo o suporte necessário para minimizar os transtornos gerados pela doença. 

O avanço das técnicas de radioterapia e dos tratamentos sistêmicos, cada vez mais personalizados, está melhorando a sobrevida e a qualidade de vida mesmo dos pacientes diagnosticados nas fases mais avançadas da doença.


Atendimento especializado

No Hospital Brasília, as pessoas que lutam contra o câncer podem contar com o apoio de nosso Centro de Oncologia. Com profissionais altamente especializados e tecnologia de última geração, oferecemos os cuidados necessários para o tratamento desses quadros. O Centro de Infusão, com estrutura moderna e atendimento acolhedor e humanizado, oferece assistência especializada para quem precisa fazer um tratamento quimioterápico. Para saber mais, acesse nosso site: www.hospitalbrasilia.com.br.



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