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Esteatose hepática: o que é, diferentes tipos e sintomas

Apesar do impacto de fatores metabólicos ou genéticos, especialistas apontam que estilo de vida saudável é crucial na prevenção e tratamento do quadro.

A esteatose hepática é uma doença que afeta as células do fígado (quando estas ficam cheias de gordura), daí o fato de ser conhecida popularmente como “gordura no fígado”. Embora seja normal ter algum percentual desse elemento no órgão, cerca de 5%, no momento em que esse limite é ultrapassado, precisa-se de tratamento para evitar a evolução para quadros graves. A Dra. Natália Trevizoli, hepatologista e integrante da equipe do Centro de Referência de Doenças do Fígado, do Hospital Brasília Unidade Águas Claras, esclarece mais detalhes sobre o assunto. 

O que é esteatose hepática?

A esteatose hepática caracteriza-se pelo acúmulo de gordura no interior dos hepatócitos (células do fígado), que é um órgão que desempenha funções fundamentais ao organismo. Esta alteração pode acarretar inflamação (hepatite), com risco de desdobramento para casos mais severos, como cirrose hepática ou câncer de fígado.

“Na maior parte das vezes, o quadro está associado ao sobrepeso ou obesidade, sedentarismo, aumento da circunferência abdominal (devido à gordura abdominal excessiva), resistência à insulina ou diabetes e dislipidemia (níveis alterados de colesterol e outras gorduras no sangue), além de consumo excessivo de álcool”, comenta a especialista. Ela explica que desordens metabólicas e genéticas também podem causar a doença.

“Por isso, o tratamento adequado e precoce é fundamental para prevenir as complicações”, continua a médica. O fígado gorduroso tem acometido cada vez mais pessoas. Cerca de 30% da população pode ter esse problema de saúde. Mas a boa notícia é que o quadro pode ser revertido com adoção de um estilo de vida mais saudável de acordo com orientações médicas.

Quais os graus de esteatose hepática?

A esteatose hepática pode apresentar graus diferentes conforme a quantidade de gordura acumulada no fígado. São eles:

Esteatose hepática grau 1

Quando há pequeno acúmulo de gordura, considerada esteatose hepática leve;

Esteatose hepática grau 2

Quando ocorre um acúmulo moderado de gordura no fígado, classificada como esteatose hepática moderada;

Esteatose hepática grau 3

quando o acúmulo de gordura no fígado é excessivo.

“Além desta graduação, é ainda mais importante a avaliação de inflamação ou fibrose associada à esteatose” destaca a Dra. Natália. 

É possível prevenir esteatose hepática?​

A Dra. Natália reforça que um estilo de vida saudável pode diminuir as chances de uma pessoa desenvolver a doença. Portanto, praticar exercícios físicos regularmente, manter o peso ideal e evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas são atitudes que podem auxiliar na prevenção do quadro.​

Quais são os sintomas de quem tem gordura no fígado?

Normalmente, os sintomas da esteatose hepática não são identificáveis. Por isso é importante uma visita periódica ao hepatologista para acompanhar a saúde do fígado e permitir um diagnóstico precoce de qualquer alteração. A investigação é feita por meio de exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada (muitas vezes realizados por outros motivos).

A médica detalha, ainda que, em outros casos, a hepatite associada à esteatose é detectada através de alterações em enzimas hepáticas (em exames de sangue).

Infelizmente, existem casos em que o paciente já abre o quadro com sintomas relacionados a complicações graves da esteatose como cirrose descompensada e câncer de fígado.

Como tratar a esteatose hepática?

O tratamento para a esteatose hepática baseia-se em pilares como alimentação balanceada, estilo de vida saudável, realização de atividades físicas regularmente e manutenção do peso ideal. Em alguns casos (principalmente quando há inflamação, ou seja, esteatohepatite), há a indicação de medicamentos. As doenças associadas como diabetes, obesidade e colesterol alto também devem ser tratadas.

Existe cura para a esteatose hepática?

A Dra. Natália explica que pode haver boa resposta ao tratamento, cujo pilar se baseia principalmente em medidas de estilo de vida. No caso de esteatohepatite associada, ela lembra que geralmente são necessários medicamentos.​

“É muito importante a reversão deste quadro a fim de evitar a progressão da doença e risco de evolução para cirrose, câncer de fígado e complicações cardiovasculares”, alerta a médica.

Onde procurar ajuda?

No Hospital Brasília Unidade Águas Claras, contamos com o suporte do Centro de Referências de Doenças do Fígado. Trata-se de uma equipe altamente especializada que utiliza tecnologia de ponta e atendimento multidisciplinar para auxiliar no cuidado com a saúde do seu fígado. Para agendar uma consulta com um de nossos especialistas, basta ligar para (61) 3052 – 4600.

 


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