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Dores reumáticas: como identificar?

Na falta de diagnóstico e tratamento, essas patologias podem evoluir para formas mais graves e perigosas

​A origem do termo reumatismo vem do grego antigo e significa fluir ou fluxo”. Por um lado, essa etimologia reflete a crença da medicina da época, que achava que o reumatismo seria derivado da alteração de certos fluidos viscosos que fluem” no corpo e que, em um processo de doença, seguiria de forma anormal para dentro do corpo.   

Hoje sabemos que não é bem assim, mas, por outro lado, se pararmos para analisar bem o termo, notamos que ele pode fazer alusão à tendência dos sintomas reumáticos, principalmente quando se trata da dor, capaz de afetar diferentes tecidos e áreas do corpo durante o curso da doença. Por isso, muitos pacientes acometidos por esses quadros afirmam que sentem algo como uma "dor fluente". 

Digo “esses quadros” pois o reumatismo não é uma doença apenas, mas, sim, um termo geral que indica mais de 200 patologias diferentes, que divergem em causa, curso e dano causado no corpo humano.  

E o que as une nesse mesmo agrupamento? O fato de afetarem, principalmente, o tecido conjuntivo e de suporte do sistema musculoesquelético, composto pelos ossos, músculos e tendões, articulações, bursas e ligamentos. Além desses, existem diversos tipos que também podem afetar outros órgãos e tecidos, como o coração, vasos sanguíneos, pulmões, rins, pele, intestinos, olhos, etc.  

As formas mais conhecidas de reumatismo são: artrose, artrite reumatoide, lúpus, gota, osteoporose, tendinites, bursites e fibromialgia. 

 

Como identificar a presença de dores reumáticas? 

Essa não é uma tarefa fácil, uma vez que os sintomas dos diferentes tipos de reumatismo variam muito entre si, até mesmo pela quantidade de possibilidades, dependendo também da parte do corpo afetada. Porém, vamos destacar os sinais mais comuns:

​​- d​or nas articulações, especialmente nas mãos e nos pés; 

- inchaço, vermelhidão e calor na área afetada; 

- psoríase acompanhada de dores no corpo; 

- lesões na pele ou úlceras; 

- rigidez matinal; 

- fadiga acompanhada de febre ou perda de peso; 

- deformação das mãos e presença de nódulos nos dedos; 

- ruídos nas juntas, isto é, estalos e “rangidos”, como se houvesse atrito interno; 

- olhos e boca muito secos; 

- dificuldade em se mover e fazer gestos simples. 

Se você já teve algum desses sintomas, consulte um especialista o mais rápido possível, já que tais queixas podem não corresponder necessariamente ao início da doença, e um diagnóstico precoce permite intervir com a terapia mais adequada e precisa, de forma a melhorar a qualidade de vida do paciente. 

Embora algumas formas de reumatismo (como artrose, pseudogota e osteoporose) estejam relacionadas com a idade, afetando, sobretudo, os idosos, é importante destacar que adultos, crianças e adolescentes também podem ser acometidos por formas reumáticas inflamatórias, como a artrite idiopática juvenil (AIJ), as vasculites e a esclerodermia. 

 

E quanto aos tratamentos? 

Mais uma vez, o grande número de patologias envolvidas no grupo dos reumatismos impossibilita a definição de um tratamento específico, uma vez que isso pode variar com base no agente de acionamento. Algumas doenças podem ser curadas ou interrompidas, outras envolvem apenas o controle da inflamação e da dor. Entre possíveis soluções estão a prática de exercícios físicos, massagens e fisioterapia para áreas específicas, intervenções naturais ou medicamentosas e até mesmo cirurgias. ​

Se você suspeita de um reumatismo, marque uma consulta com um especialista. Na falta de um diagnóstico precoce e de tratamento direcionados e adequados, além de reduzir a qualidade de vida, essas patologias inevitavelmente evoluem para formas mais graves, causando uma perda progressiva da autonomia funcional (podendo levar até mesmo à incapacidade) fora uma série de complicações, associadas a uma redução na sobrevida. 

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