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Sífilis uma epidemia no Brasil

A sífilis é uma doença infecto contagiosa que se tem notícia de ocorrência há muitos séculos

A sífilis é uma doença infecto contagiosa que se tem notícia de ocorrência há muitos séculos. Há relatos de sífilis nos primórdios da idade média, quando se alastrou pela Europa, acometendo indistintamente plebeus e nobreza.  Dizia-se que a infecção era fatal e ficou conhecida como “a doença francesa”.

Essa doença não escolhe idade, sexo, tampouco classe social. É transmitida pela bactéria treponema pallidum, especialmente por via sexual, mas também na gestação da mãe para o filho. A falta de diagnóstico precoce e de tratamento adequado pode causar cegueira, demência, manifestações auditivas, oculares, cardíacas e ósseas. No caso dos fetos em desenvolvimento, além das más formações, podem ocorrer convulsões, lesões de pele e renais.

Infelizmente a sífilis voltou a ser considerada uma epidemia no Brasil, e o número crescente de infectados causa muita preocupação. O não uso de preservativos e a falta de adesão aos tratamentos por parte dos pacientes dificultam o combate à doença. A sífilis tornou-se uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns entre adultos jovens, gestantes e idosos.

Muitas pessoas ainda acreditam que essa doença nem exista mais. Ou não sabem ao certo como se prevenir. Com base no Boletim Epidemiológico da Sífilis de 2018, a detecção da sífilis adquirida cresceu de 44,1 para cada 100 mil habitantes, em 2016, para 58,1/100 mil em 2017. No mesmo período, a sífilis em gestantes cresceu 70%.​

Desenvolvimento da doença

A sífilis pode ser dividida em quatro fases. Na Sífilis Primária, temos a úlcera genital (ferida) que quase sempre desaparece espontaneamente depois de alguns dias, levando ao paciente à falsa impressão de que ele está curado. A Sífilis Secundária ocorre duas ou três semanas após a primeira lesão, surge com lesões de pele por todo o corpo, que podem muitas vezes ser confundidas com um quadro de alergia. O período contínuo, onde o paciente não tem sintomas, mas transmite a infecção, é chamado de Sífilis Latente ou adormecida. Após anos de sífilis latente não diagnosticada, pode-se fazer um quadro muito grave de Sífilis Terciária, com manifestações neurológicas, e até alguns quadros de demência relacionados à sífilis não diagnosticada mais cedo.

O diagnóstico é rápido e feito com análise do sangue, com resultado pronto em cerca de dez minutos. As complicações são vistas com exames de imagem.

​Tratamento

No caso da sífilis primária, uma única dose de Benzetacil (penicilina benzatina) intramuscular já é o suficiente para a cura. As outras formas da doença exigem tratamentos mais prolongados e as sequelas já podem existir, ou seja, o tratamento não trará a cura de certas lesões já estabelecidas.

É fundamental lembrar que não existe uma vacina para proteção da doença. A única forma eficaz de prevenção da sífilis e de outras doenças sexualmente transmissíveis é com a prática do sexo seguro, ou seja, usando preservativos.

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