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Conheça as principais infecções sexualmente transmissíveis

Saiba como prevenir e tratar essas condições


O mês de dezembro é marcado pelo Dia Mundial de Luta contra a Aids. A doença está incluída no grupo das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que são as patologias propagadas pelo ato sexual com uma pessoa infectada sem o uso de preservativos. Antes elas eram chamadas de doenças sexualmente transmissíveis, mas a nomenclatura mudou porque uma pessoa pode não apresentar sinais ou sintomas da doença, mas, ainda assim, contaminar outras pessoas.

Algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) podem ser passadas de uma gestante contaminada para o bebê durante a gravidez ou no momento do parto, pelo uso de seringas e agulhas compartilhadas ou por transfusão de sangue contaminado, ou pela amamentação.


​O que o HIV pode causar?

O Brasil tem apresentado aumento no número de novas infecções pelo HIV nos últimos anos. O HIV (sigla em inglês para imunodeficiência humana) é o vírus que provoca a síndrome da imunodeficiência adquirida, Aids (sigla em inglês). Ela ataca o sistema imunológico – o aparato que garante a proteção do organismo contra doenças –, atinge as células linfócitos T CD4+, altera seu DNA, se multiplica e rompe outros linfócitos para continuar sua propagação.

O vírus possui dois subtipos, o HIV1 e o HIV2, que apresentam algumas semelhanças e diferenças entre si. Embora ambos causem a mesma doença, Aids, e sejam transmitidos da mesma forma, o HIV 1 é mais comum no mundo, enquanto o HIV 2 é mais recorrente na África Ocidental. Outra diferença entre eles está no potencial de contágio, que também muda, ou seja, o HIV 2 produz menos partículas virais que o HIV1, por isso apresenta menor risco de transmissão.

 

Sintomas

A Aids pode demorar anos até se revelar sem apresentar nenhum sinal. Ainda assim, o vírus pode ser propagado e continuar sua ação de multiplicação até que a doença se manifeste. No entanto, existem quadros em que os sintomas surgem aproximadamente duas semanas após o contato com o vírus; inicialmente, por suas características, os sintomas podem ser confundidos com os de uma gripe: dor de cabeça; cansaço em excesso; garganta inflamada; febre baixa; dores nas articulações; diarreia; aftas ou feridas na boca; suor noturno.

Uma pergunta recorrente sobre o assunto é: uma pessoa HIV positivo pode se relacionar sexualmente com outra que não tenha a doença? Que cuidados devem ser tomados?

De acordo com o Dr. André Bon, infectologista do Hospital Brasília, a resposta é sim. Segundo o médico, o principal cuidado é sempre usar preservativos. Ele também acrescenta outras medidas eficazes:

- tratamento do parceiro positivo para tornar a carga viral indetectável, pois, assim, ele não transmite o vírus;

- profilaxia pré-exposição: parceiros negativos de pacientes com o HIV podem fazer uso contínuo de tenofovir + emtricitabina para evitar a transmissão.

 

Outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

Além da Aids, existem outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que podem não apresentar sinais de imediato, mas, ainda assim, ser transmitidas aos parceiros nas relações sexuais sem proteção e também da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. Ou, em menor prevalência, podem infectar pelo contato com mucosas ou pele com secreções corporais. Essas doenças são provocadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e as principais delas são: herpes genital, doença inflamatória pélvica, tricomoníase e sífilis.

 

O que é prevenção combinada?

Além do fundamental uso de preservativos durante as relações sexuais para prevenir as ISTs, existe também a chamada prevenção combinada, que é um conjunto de métodos preventivos, entre os quais estão: testagem regular para o HIV; prevenção da transmissão vertical (quando o vírus é passado para o bebê durante a gravidez); tratamento de infecções sexualmente transmissíveis e das hepatites virais; imunização para as hepatites A e B; programas de redução de danos para os usuários de álcool e outras substâncias; profilaxia pré-exposição (PrEP); profilaxia pós-exposição (PEP); e tratamento de pessoas que já vivem com o HIV, para que os níveis de contágio sejam quase nulos.

 

Aids e saúde da mulher

Ao longo desses quase 40 anos desde a descoberta do vírus HIV, os cientistas têm observado que as mulheres se mostram o grupo mais vulnerável à doença. Um dos fatores está relacionado com a anatomia da vagina, que permite maior exposição ao fluido do parceiro no ato sexual, aumentando as chances de contágio, além das microfissuras presentes durante a relação sexual, que podem permitir a transmissão.

Outro ponto importante diz respeito ao hábito de não se usarem preservativos nas relações heterossexuais. Mulheres casadas acreditam não necessitar dessa prevenção e muitas solteiras têm dificuldade de negociar o uso da camisinha com os parceiros.

Há ainda o risco que as mulheres sofrem de ser vítimas de violência sexual, o que aumenta a possibilidade de contágio. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais da metade das pessoas infectadas por HIV no mundo é mulher.

Um relatório da Unaids (organismo das Nações Unidas voltado exclusivamente para o tema da Aids) revelou, em março deste ano, que a doença ainda é uma das maiores causas de morte de mulheres em idade reprodutiva.

Por isso, além do uso de preservativos em todas as relações sexuais, é necessário evitar o compartilhamento de seringas e agulhas com outras pessoas e fazer o uso da medicação preventiva em casos de pessoas de grupos de risco, como profissionais do sexo ou quem tem parceiros soropositivos.

“Também é importante incluir, entre os exames de rotina, as sorologias para Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis", alerta o Dr. Marcus Vinícius Barbosa de Paula, ginecologista do Hospital Brasília. Afinal, com um diagnóstico precoce, é possível que a pessoa conviva com o vírus e leve uma vida normal, obedecendo às recomendações do especialista que vai acompanhar o caso.​


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