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Dosagem de creatinina: como ela pode ajudar a identificar doenças renais

Concentração dessa substância indica a presença de disfunções nos rins

Em decorrência do Dia Mundial do Rim, o mês de março é marcado por ações de conscientização e incentivo à prevenção e diagnóstico precoce de doenças renais, quadro que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, atinge mais de 10 milhões de pessoas no mundo.

Existe uma análise laboratorial, chamada dosagem de creatinina, que possibilita o diagnóstico e até mesmo a detecção precoce de alterações relacionadas aos rins. O Dr. Pedro Mendes, nefrologista do Hospital Brasília, tira as principais dúvidas sobre o tema.

​O que é creatinina?

Os rins têm importantes funções para o funcionamento do organismo:

  • Filtragem do sangue, a fim de eliminar toxinas;

  • Regulação da formação do sangue e dos ossos;

  • Controle da pressão arterial;

  • Balanceamento dos líquidos do corpo.

Como estes processos são essenciais, os danos de um quadro de falência renal podem se estender a outros órgãos, que trabalharão com sobrecarga. Infelizmente, a maioria das doenças desse tipo são descobertas tardiamente, quando o rim já está severamente comprometido.

O médico explica que, nesse sentido, o exame mais comum é a creatinina, que é uma substância muscular presente na corrente sanguínea. Seu papel é quebrar a proteína chamada fosfocreatinina e produzir energia necessária para a contração muscular. Após todo o processo, a creatinina é excretada pela urina. Sendo assim, quando há alguma disfunção nos rins, essa substância acaba se concentrando na corrente sanguínea e, quanto maior a concentração, mais grave é a insuficiência renal.

​Quais são as doenças detectáveis a partir da dosagem de creatinina?

Quem nunca recebeu os resultados de um exame de sangue e tentou interpretar as informações do laudo?! No caso da creatinina, os valores de referência variam de acordo com a idade e o gênero, sendo:

  • Recém-nascidos: 0,60 a 1,30 mg/dL;

  • Bebês entre 1 e 6 meses: 0,40 a 0,60 mg/dL;

  • Crianças e adolescentes (1 a 18 anos): 0,40 a 0,90 mg/dL;

  • Mulheres: 0,60 a 1,2 mg/dL;

  • Homens: 0,70 a 1,3 mg/dL.

Vale lembrar que entender os números não substitui a avaliação dos resultados por um profissional, visto que ao confirmar a concentração dos níveis de creatinina, o próximo passo é descobrir o que está causando essa alteração.

“O resultado alterado da creatinina permite detectar a doença renal crônica, situação em que a alteração da função renal persiste por mais de 90 dias, ou injúria renal aguda, quando o período é inferior a 90 dias. Este exame está disponível na Dasa, consulte seu médico sobre a necessidade de realização.", afirma o Dr. Pedro.

De acordo com o especialista, além da creatinina, outros exames complementares também detectam disfunções renais, são eles: dosagem de ureia, ecografia de rins e vias urinárias, proteinúria e EAS (exame simples de urina).

O Hospital Brasília é um hospital geral de alta complexidade, que possui equipe multidisciplinar especializada, constante investimento em novas tecnologias e oferece uma linha integral de cuidados para acolher o paciente com conforto, agilidade e segurança. Na especialidade de Nefrologia, os profissionais oferecem atendimento em áreas como: injúria renal crônica, doença renal crônica, transplante renal e atendimento ambulatorial. Para mais dúvidas e agendamentos, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (61) 3704-9000.

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