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Doenças cardiovasculares crônicas: fique fora desse grupo de risco

Esse tipo de complicação precisa de atenção redobrada e cuidados diários

​​As doenças crônicas são sorrateiras. Muitas vezes, o indivíduo carrega essa condição por toda a vida sem saber ao certo os perigos que ela envolve. Enfermidades que atingem o coração, com progressão lenta e de longa duração, podem ser fatais na ausência de um tratamento correto e, infelizmente, nem sempre apresentam sintomas.

Em meio à Covid-19 esse assunto reforça ainda mais sua relevância. Segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), em parceria com o governo da China (o primeiro país afetado pelo novo coronavírus), a taxa de mortalidade do vírus entre pessoas saudáveis fica em torno de 1%; esse índice sobe para perto de 13% nos doentes crônicos. Muitas vezes, porém, a adoção de um estilo de vida mais saudável pode ser o divisor de águas na vida dos mais suscetíveis.

Que fatores causam as doenças cardiovasculares crônicas?

A resposta para essa pergunta é simples: cultivar hábitos ruins para a saúde. A existência dessas doenças (e de inúmeras outras) está associada a fatores de risco como níveis elevados de colesterol; tabagismo; consumo abusivo de álcool; excesso de peso; baixo consumo de frutas e verduras e sedentarismo.

O tamanho da circunferência abdominal também está relacionado com maior risco de doenças cardiovasculares crônicas, assim como a presença de hipertensão arterial e diabetes. A apneia do sono, por sua vez, pode aumentar em 3,7% as chances de uma pessoa desenvolver esse tipo de complicação. Ainda existe a possibilidade de a hereditariedade favorecer o desenvolvimento dessas doenças.

A realização de exames de rotina é essencial para promover um diagnóstico precoce, possibilitando um tratamento especializado e eficaz antes que os sintomas se tornem frequentes e a doença, mais severa e com menos chances de cura. Alguns sinais que comprovam a disseminação de uma doença crônica cardiovascular pelo organismo são: dor ou desconforto no centro do peito e/ou nos braços, no ombro esquerdo, nos cotovelos, na mandíbula ou nas costas.

“A dor no peito em repouso é perigosa quando é aguda e dura mais que 20 minutos. Nesse caso, o paciente precisa ser levado ao hospital. A dor crônica no peito desencadeada por esforços mínimos ou mais intensos, em pessoas com mais de 40 anos, pode sugerir a presença de doença coronária crônica importante, está relacionada com risco maior de infarto e traz limitação funcional”, explica o Dr. Vitor Salvatore Barzilai, coordenador da Unidade Neurocárdio Intensiva do Hospital Brasília.

Por que esses pacientes estão no grupo de risco da Covid-19?

Você sabia que, ainda no início da pandemia, os portadores de doenças crônicas foram os primeiros a serem considerados grupo de risco, além das pessoas com idade igual ou superior a 65 anos? Isso porque a inflamação gerada pelo novo coronavírus em pessoas com alterações funcionais orgânicas promovidas por suas doenças de base ou pelo enfraquecimento do sistema imunológico, no caso de transplantados ou portadores de doenças do sistema imunológico, pode estar relacionada com maior dificuldade de o organismo passar pelo processo infeccioso causado pelo vírus. De acordo com o consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Dr. Renato Grinbaum, as doenças crônicas geram, na maioria das vezes, um desgaste do sistema imune. Assim, no caso de um vírus acometer esse paciente, ele consegue se disseminar pelo sangue até chegar aos pulmões, causando inflamação severa.

De acordo com a American Heart Association, quando os pulmões são afetados pelo novo coronavírus, um coração já doente precisa trabalhar ainda mais para bombear sangue oxigenado por todo o corpo.

Prevenir-se pode ser mais fácil do que se pensa

Ao adotar e cultivar hábitos saudáveis, você consegue se manter longe de uma série de enfermidades, inclusive as doenças crônicas cardiovasculares. Um estilo de vida que alia dieta alimentar adequada à prática de exercícios físicos regulares é a receita para o sucesso!

Jogue para escanteio de vez os fast-foods, os produtos industrializados e instantâneos, as frituras, doces com excesso de açúcar, refrigerantes e afins. Concentre-se nas hortaliças, nas frutas, nos vegetais e em muito líquido. As atividades físicas serão grandes aliadas nesse processo, uma vez que ajudam a controlar a pressão arterial, a beneficiar a função cardíaca e retardar o processo degenerativo que causa a morte progressiva das células do coração. O treinamento aeróbico facilita a remoção de mitocôndrias disfuncionais das células cardíacas, protegendo esse músculo vital.

Dica bônus: os vegetais verde-escuros reduzem as chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Esses alimentos contam com uma boa quantidade de vitaminas A, C e K, além de fibras, ferro, cálcio, magnésio e ácido fólico, componentes que diminuem os radicais livres e melhoram o funcionamento do intestino, além de reduzir o colesterol ruim. Nossa dica para quem quer se prevenir desse quadro é deixar o prato de almoço e jantar ainda mais verde, rico em couve, espinafre, rúcula e outros vegetais do grupo.


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