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Como o consumo de bebida alcoólica afeta a saúde?

Para proteger o organismo dos efeitos nocivos da bebida alcoólica, evite consumo excessivo.

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Nessa época do ano, verão e férias, o consumo de bebida alcóolica costuma aumentar. No entanto é importante saber que o consumo excessivo faz mal à saúde. O consumo por períodos longos períodos e em grande quantidade pode provocar doenças hepáticas graves. A dra. Natália Trevizoli, hepatologista do Hospital Brasília explica os efeitos da substância no organismo.

Qual é o impacto que o consumo de álcool provoca no organismo

Segundo a dra. Natália Trevizoli, quando ingerido excessivamente, o álcool pode gerar grande impacto no fígado. Geralmente, existem três fases da doença hepática relacionada ao álcool. A primeira é a esteatose hepática (infiltração de gordura no fígado), semelhante a que ocorre relacionada à obesidade e síndrome metabólica, porém associada ao álcool, condições que podem inclusive coexistir. As outras fases são a hepatite alcoólica - marcada por acentuado processo inflamatório - e finalmente a cirrose hepática. Estas patologias acometem 90%, 15%-30% e 10%-20%, respectivamente, das pessoas que fazem uso abusivo do álcool.

A médica ainda explica que quanto maior a quantidade ingerida o risco de lesão no fígado é mais alto. As mulheres são mais suscetíveis ao efeito nocivo do álcool. Tanto a ingestão diária quanto a ocasional em grande quantidade são associadas à maior risco de doença no fígado, ou seja, consumir apenas aos finais de semana, mas em quantidade excessiva também pode acarretar em doença. O risco independe do fato da pessoa se embriagar ou não durante o consumo. Também não necessariamente está relacionado a problemas sociais relacionados ao etilismo. Além disso, a obesidade, a hepatite C e características genéticas individuais são fatores de risco adicionais, que podem acelerar o curso da doença.

Que doenças estão relacionadas ao consumo de álcool?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o uso abusivo do álcool causa mais de 3 milhões de mortes por ano. Há estreita relação entre a quantidade de álcool consumida e a frequência de problemas relacionados ao seu uso. A maioria das mortes atribuídas ao álcool é decorrente de causas cardiovasculares seguidas por acidentes automobilísticos e doenças do tubo digestivo, incluindo cirrose hepática, pancreatite crônica e câncer.

Como é feito o diagnóstico?

Na fase de esteatose não há sintomas, mas alterações nos exames de sangue e de imagem. Na hepatite alcoólica há icterícia - coloração amarelada de pele e mucosas, sinais de mau funcionamento do fígado, além de febre e alterações nos exames de sangue, ascite (barriga d'água), sangramento por rompimento de varizes - veias dilatadas - no esôfago e icterícia podem ser sinais da cirrose hepática. O diagnóstico precoce é fundamental para que a interrupção do consumo impeça a progressão da doença até cirrose hepática ou o desenvolvimento de complicações da cirrose.

Como tratar as doenças?

A dra. Natália Trevizoli explica que o mais importante do tratamento é a interrupção definitiva do consumo de álcool. O tratamento psicoterápico e suporte familiar também são essenciais. A abstinência alcoólica é capaz de reverter a infiltração de gordura no fígado e evitar a progressão da doença para hepatite alcoólica e cirrose. Em casos mais avançados, o transplante hepático pode ser indicado. O diagnóstico precoce das doenças hepáticas aumenta as chances de cura e evita o surgimento de complicações, por isso fique sempre atento aos sintomas.

Como é realizada a prevenção? Evitando o consumo abusivo de álcool e rastreando a presença de doença hepática por avaliação clínica e laboratorial naquelas pessoas que usam bebida alcoólica em quantidades excessivas.



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