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Carnaval: riscos de ISTs são maiores durante o feriado

População feminina está entre as mais vulneráveis

O carnaval é uma época do ano ímpar devido ao extravaso característico dos dias de folia e diversão. No entanto, os hábitos durante o feriado acendem preocupações entre especialistas da saúde devido ao aumento do número de casos de infecções sexualmente transmissíveis. Dessa forma, é preciso saber como se proteger e como agir após um comportamento de risco.

Por que acontece?

A falta de conscientização sobre as infecções sexualmente transmissíveis e os métodos de proteção estão entre as principais razões do aumento dos casos. Talvez devido aos avanços recentes nos tratamentos e curas de algumas das infecções, muitas pessoas creem que não se trata de um problema tão grave. No entanto, as estatísticas mostram o contrário.

Estatísticas

Um estudo da ONU concluiu que o Brasil apresentou aumento de 21% de novos casos de infecções por HIV nos últimos 8 anos, estando na contramão do mundo. Apesar de ser referência no tratamento gratuito da doença, o controle da epidemia ainda causa preocupação, pois estima-se que cerca de 20% das pessoas não saibam que estão infectadas.

A sífilis, por outro lado, é uma das epidemias que mais tem chamado atenção nos últimos anos. Em Minas Gerais, por exemplo, dados apontam que mais de mil novos casos da doença são registrados todos os anos no estado logo após o carnaval. No Brasil, nos últimos 8 anos, ocorreram cerca de 500 mil novos casos de sífilis. O grupo mais vulnerável à infecção são mulheres negras e jovens, entre 20 e 29 anos.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) comprovam o aumento de casos de IST nesse período. Em fevereiro de 2018, Minas Gerais notificou 1.039 casos de sífilis, após o Carnaval, no mês de março, o número de casos notificados foi para 1.295. O mesmo padrão foi observado em 2017.

Como se proteger?

O dr. André Bon, infectologista do Hospital Brasília, afirma que a prevenção sempre é a melhor atitude. “Existem métodos muito simples e amplamente conhecidos que são capazes de prevenir todas as infecções sexualmente transmissíveis”, explica. Dentre eles:

  • Camisinha: um dos métodos mais eficazes e acessíveis

  • Vacinação: podem prevenir a hepatite B e o HPV e podem ser adquiridas gratuitamente

  • Higiene: escovar os dentes de duas a três vezes ao dia e se alimentar bem podem ajudar a manter a saúde protegida e prevenir doenças transmitidas pela saliva

Como tratar?

Nos primeiros sintomas fora do comum ou após um comportamento de risco, é preciso buscar orientação médica. “Quanto antes for detectada a infecção e iniciado o tratamento, são maiores as chances de sucesso e controle da doença”, comenta o dr. André. Através de uma anamnese e um teste rápido, o paciente pode ter acesso a um diagnóstico.

A população feminina está entre as mais vulneráveis às infecções sexualmente transmissíveis. O Hospital Brasília conta com atendimento ginecológico 24h no pronto-socorro, capaz de prover diagnóstico e tratamentos no primeiro estágio caso seja confirmada a infecção.




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