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Dia Mundial do Amor: qual a relação entre o amor e a saúde?

Ah, o amor… A busca universal! Estar apaixonado pode ser um sentimento delicioso, mas você sabia que o amor pode realmente ser bom para a saúde em geral?

“Estudos indicam que a experiência amorosa ativas regiões específicas do cérebro envolvidas no processamento da recompensa, motivação e regulação da emoção, que coincidem com áreas ricas em receptores de ocitocina e vasopressina (Song et al., 2015; Zeki, 2007). Esses hormônios desativam um conjunto comum de regiões associadas a emoções negativas, julgamento social e 'imaginação', isto é, a avaliação das intenções e emoções de outras pessoas (Zeki, 2007)", pontua a Dra. Marcia Neiva, neurologista do Hospital Brasília.

O amor afeta a nossa saúde de muitas maneiras, nas esferas física, emocional e mental. Por isso, hoje, no Dia Mundial do Amor, escolhemos esse como o tema do nosso blog!

Afinal, como o amor pode influenciar a nossa saúde diretamente e indiretamente?

A especialista em neurologia destaca que, uma vez que várias reações positivas são desencadeadas no cérebro de quem ama, estar sempre na sintonia do amor deixa o cérebro e o corpo mais preparados para as adversidades do dia a dia. “Dessa forma, o corpo físico e psicológico reagirá bem a qualquer insulto externo, mantendo-se num estado de saúde e plenitude", complementa a médica.

E qual é a relação dos neurotransmissores com o amor?

Batimentos cardíacos acelerados, frio na barriga, pupilas dilatadas, palmas das mãos suadas, dificuldade em encontrar palavras, impulsos instintivos… Essas são apenas algumas das manifestações desse lindo sentimento no nosso corpo. Mas, além disso, o amor também pode ser atribuído à liberação de substâncias químicas cerebrais. Os chamados neurotransmissores, elementos que transportam, estimulam e equilibram os sinais entre os neurônios, ou células nervosas, e outras células do corpo também são diretamente influenciados.

A médica explica que uma série de experimentos foram realizados para detectar quais eram exatamente os circuitos cerebrais utilizados pelo sentimento de amor e traz mais detalhes sobre um deles em especial: “A neurologista Helen Fisher (2005) se notabilizou por ter estabelecido o locus do amor no cérebro. A fim de relacionar o amor com neurotransmissores cerebrais, a pesquisadora realizou experimentos na State University of New York, Estados Unidos, nos quais ela e a sua equipe procuraram determinar a modificação que ocorria no cérebro dos apaixonados. Os apaixonados eram recrutados na universidade, com a chamada 'Você acabou de se apaixonar perdidamente?'. Posteriormente, eles eram selecionados de acordo com alguns critérios, incluindo o de não estarem deprimidos, e passavam por um exame de ressonância magnética funcional (fMRI), que mostrava o aumento do fluxo sanguíneo numa determinada área cerebral. O experimento partiu de hipóteses já consideradas pelos pesquisadores sobre a química cerebral. Segundo pesquisas anteriores, três substâncias foram consideradas as principais responsáveis pelas sensações experimentadas no amor romântico: dopamina, norepinefrina e serotonina.".

Daí a importância de amar e praticar o amor ao próximo!

O amor é provavelmente a emoção humana mais complexa, por isso deve ser praticado e entendido de forma ampla, para que seja possível usufruir de todos os seus benefícios. Isto é, independentemente da forma que venha, se é amor entre casal, família ou amigos, é importante reconhecer o quanto esse sentimento influencia o aumento da segurança, a redução da ansiedade, a preocupação e o nervosismo e a diminuição das chances de desenvolver depressão ou outra forma de doença mental.

A oxitocina, substância produzida pelo amor, é capaz de causar uma sensação de aconchego e vibração positiva por todo o corpo! Que tal, então, estender essa sensação a terceiros, fazendo outras pessoas também se sentirem melhores? Pratique a filantropia! Pode ser se voluntariando em um lar de idosos, oferecendo apoio emocional para pessoas ao redor, doando roupas que não usa mais para quem precisa, destinando recursos para instituições de caridade, enfim, as opções são infinitas, o que importa é levar amor ao próximo. Pequenos gestos como esses reafirmam a mais pura verdade: fazer o bem faz bem – inclusive para a saúde.

“Quando passamos a colocar amor em todas as nossas atitudes, especialmente quando praticamos o bem pelo simples fato de fazê-lo, sem esperar recompensa ou gratidão por isso, conseguimos exercer o amor de forma plena e objetiva, estendendo os seus valores para todo o sistema social e coletivo", finaliza a Dra. Marcia.​

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