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Afinal, existe cura para a diabetes?

Em comemoração ao Dia Mundial da Diabetes, explicamos os principais detalhes sobre essa doença.

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Em comemoração ao Dia Mundial da Diabetes, explicamos os principais detalhes sobre essa doença

número de diabéticos no mundo tem crescido exponencialmente nos últimos anos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e dados divulgados na última edição do Atlas de Diabetes da IDF (Federação Internacional de Diabetes), o número de adultos com diabetes aumentou de 108 milhões, em 1980, para 463 milhões, em 2019. E um detalhe importante: a previsão é que, em 2045, esse número chegue a 700 milhões. Impressionante, não é mesmo?

Há quase 30 anos esses dois órgãos internacionais se uniram para criar o Dia Mundial da Diabetes, celebrado em 14 de novembro, como resposta às crescentes preocupações sobre a grande ameaça à saúde que essa condição cada vez mais comum representa. Sendo assim, a campanha tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para questões de suma importância sobre o universo da diabetes, além de manter essa doença no centro das atenções da sociedade durante o período. Por isso, hoje conversaremos sobre o tema.

Diabetes mellitus: como se manifesta no corpo?

Esse é o termo médico referente a essa doença metabólica causada por uma deficiência ou pela produção insuficiente de insulina, hormônio proteico essencial para manter a glicose sanguínea normal.

A Dra. Daniela Gomes Gebrim, endocrinologista do Hospital Brasília, explica que o que ocorre num organismo comum é: após a alimentação, o carboidrato é digerido no estômago, absorvido no intestino delgado e transportado para o organismo como fonte de energia. À medida que a glicemia aumenta, o pâncreas libera um hormônio chamado insulina, que transporta a glicose pelo sangue para dentro das células, nas quais a glicose será transformada em energia. O açúcar que não será usado imediatamente é armazenado nos músculos, no fígado e nas células adiposas, para ser liberado quando necessário, como nos períodos de jejum ou durante a atividade física. Esse sistema de absorção e processamento da glicose trabalha para manter a glicemia em uma faixa saudável.

Nos diabéticos, porém, esse sistema não pode ser concluído, seja pela absoluta ausência de insulina no corpo, desencadeada por problemas autoimunes (diabetes tipo 1, que ocorre geralmente na infância ou adolescência, raramente na idade adulta), seja pela atividade insuficiente desse hormônio no organismo, decorrente de um estilo de vida sedentário e de práticas pouco saudáveis ao longo dos anos (diabetes tipo 2). A característica comum dos dois tipos de diabetes é a alta concentração de glicose no sangue, isto é, hiperglicemia, uma condição que, se não receber tratamento adequado, é associada a complicações severas, como danos ao sistema nervoso, aos olhos e aos rins.

Como descobrir se sou diabético?

Os sintomas da diabetes podem ocorrer repentinamente e são bastante característicos: excreção excessiva e frequente de urina (muitas vezes à noite); sede intensa; fome constante; perda de peso sem motivo aparente; alterações na visão; fadiga e sensação de cansaço; dificuldade para cicatrizar feridas; infecções genitais ou urinárias.

Diante desses sinais prévios, é essencial consultar um médico e agendar a realização de exames de sangue específicos. Os principais testes são:

– glicemia pela manhã, após jejum de, pelo menos, oito horas – valores iguais ou superiores a 126mg/dL são indicativos de diabetes;

– hemoglobina glicada (HbA1c), que expressa os níveis médios de açúcar no sangue dos últimos 2-3 meses – valores acima de 6,5% indicam a presença de diabetes;

– teste de carga de glicose – se houver valores de glicose no sangue em jejum entre 100 e 126, esse teste serve para fazer um diagnóstico: 75 gramas de glicose dissolvida em água são ingeridos e o açúcar no sangue é avaliado no momento 0 e após duas horas. Se sua glicemia, após duas horas, for igual ou superior a 200mg/dL, isso indica a presença de diabetes.

Todos os três tipos de exame são oferecidos aqui no Hospital Brasília. Para isso, contamos com uma parceria com o Laboratório Exame, que dispõe também de outras técnicas de investigação diagnóstica, como os exames Homa IR, curva glicêmica e curva glicoinsulinêmica (é necessário estar em jejum de oito horas e agendar previamente). Para saber mais, clique aqui.

O endocrinologista é o profissional que vai indicar os exames necessários para cada caso. Eles auxiliam no fechamento do diagnóstico e na elaboração de um plano de ação, de acordo com as características de cada paciente.

Existe cura para essa doença metabólica?

Ainda não há cura para a diabetes, mas ela pode entrar em remissão, isto é, quando o corpo não demonstra nenhum sinal da patologia, embora ela tecnicamente ainda esteja presente no organismo. De acordo com a publicação periódica Diabetes Care, elaborada pela American Diabetes Association (ADA), esse processo pode assumir as seguintes formas:

– remissão parcial – quando o paciente manteve o nível de glicose no sangue inferior ao de uma pessoa com diabetes por pelo menos um ano sem precisar usar nenhum medicamento para controlá-la;

– remissão completa – quando o nível de glicose no sangue retorna aos padrões normais, completamente fora da faixa de diabetes ou pré-diabetes, e permanece assim por pelo menos um ano sem a interferência de nenhum medicamento;

– remissão prolongada – quando a remissão completa dura pelo menos cinco anos.

Atingir esses patamares pode ser menos difícil do que você imagina. Entenda melhor como é possível gerenciar os dois principais tipos de diabetes existentes.

Cuidados essenciais para uma vida saudável e equilibrada

Primeiramente, é preciso relembrar que a diabetes tipo 1 e tipo 2 é uma patologia heterogênea com manifestações clínicas e progressão variável, portanto, a classificação é importante para determinar qual será o melhor tratamento.

“A diabetes tipo 1 é responsável por 5-10% do total de pacientes com a doença e se deve à destruição autoimune das células beta do pâncreas. O tratamento deverá ser realizado com o uso de insulina de ação lenta e ação rápida, alimentação saudável e atividade física regular, sempre visando às taxas de glicemia dentro dos níveis normais e evitando baixas glicemias. Não há remissão para a diabetes tipo 1, mas o paciente poderá ter uma vida absolutamente saudável e sem complicações quando o tratamento é adequado”, pontua a Dra. Daniela Gomes Gebrim.

Sobre a diabetes tipo 2, ela prossegue: “Esta corresponde a 90%, 95% de todos os casos de diabetes, possuindo etiologia complexa e multifatorial (genética e ambiental). O tratamento da diabetes tipo 2 envolve mudanças de estilo de vida (pela alimentação e introdução de atividades físicas), perda de peso (quanto maior a perda de peso, maior a chance de remissão), uso de medicamentos orais e injetáveis e também pode ser necessário o uso de insulina em alguns casos. A remissão da diabetes tipo 2 é definida como hemoglobina glicada menor que 6,5% na ausência de uso de medicamentos para seu tratamento.”.

O Hospital Brasília cuida de você!

A especialista ressalta ainda que o Hospital Brasília conta com uma equipe multidisciplinar à disposição do paciente, desde o pronto atendimento até a internação, com médicos clínicos e endocrinologistas, cirurgiões (para tratamento do pé diabético, por exemplo), fisioterapeutas e nutricionistas, além de medicamentos de última geração (como insulinas análogas de longa e curta ação).

“Para os pacientes com diabetes tipo 1, temos, atualmente, insulinas mais modernas, que levam a menos casos de hipoglicemia, principalmente noturnos, bombas de infusão de insulina, que liberam insulina nas 24 horas, se assemelhando ao que ocorre no organismo da pessoa sem diabetes, e sensores de glicemia, que medem a glicemia em tempo real e reduzem a necessidade de realizar glicemias capilares (ponta do dedo). Já para aqueles com o tipo 2, contamos com novas classes de medicamentos para o tratamento da enfermidade, que reduzem a mortalidade cardiovascular, ou seja, por infarto do miocárdio, AVE ou insuficiência cardíaca. São os análogos da enzima GLP1 (liraglutida, semaglutida e dulaglutida) e os inibidores da enzima Sglt2 (empaglifozina, dapaglifozina e canaglifozina)”, finaliza a médica endocrinologista do Hospital Brasília.

Tudo isso com o objetivo de possibilitar mais chances de resultados de excelência àqueles que confiam em nós e contam com nosso trabalho!

Para agendar uma consulta com um de nossos endocrinologistas, ligue (61) 3707-9000 ou clique no link: https://bit.ly/35lqpBl.

Fonte: Dra. Daniela Gomes Gebrim, endocrinologista do Hospital Brasília.​


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