EHBSB
Equipe Hospital Brasília - Equipe Hospital Brasília Atualizado em 22/09/2026

Ginecologia

5 minutos de leitura

Depois de colocar o DIU: quais os cuidados essenciais

Saiba quais são os principais cuidados após colocar o DIU. Entenda o tempo de repouso, sintomas esperados e sinais de alerta nos primeiros dias.
Resumo
  • Cólicas leves e pequenos sangramentos são comuns nos primeiros dias.
  • Receber orientações da equipe de saúde facilita o manejo seguro desses efeitos comuns.
  • É recomendado evitar relações sexuais e absorventes internos nas primeiras 24 a 48 horas.
  • A consulta de retorno em cerca de 30 dias avalia a adaptação e descarta complicações.
  • Febre, dor intensa e sangramentos excessivos exigem avaliação médica imediata.

Resuma este artigo com IA:

Acompanhe nossos conteúdos com prioridade no Google

GoogleFavoritar no Google

Entenda o que é esperado nos primeiros dias após a inserção do dispositivo intrauterino e saiba identificar sinais de alerta.

Você sai do consultório médico, entra no carro e sente uma leve pontada no pé da barriga. O alívio de ter iniciado um método contraceptivo seguro se mistura com a dúvida sobre os próximos passos. A adaptação ao dispositivo intrauterino (DIU) gera questionamentos naturais sobre as reações do próprio corpo. Os primeiros dias exigem atenção a pequenos detalhes na rotina para garantir conforto e tranquilidade.

O procedimento de inserção, embora rápido, é uma intervenção no útero. O corpo precisa de um tempo para se habituar à presença do dispositivo, seja ele de cobre, prata ou hormonal. Nesse processo, receber informações claras dos profissionais de saúde sobre os efeitos colaterais mais frequentes ajuda a enfrentar os primeiros dias com calma e segurança.

Hospital Brasília conta com ginecologistas renomados que podem avaliar a inserção desse método contraceptivo, além de orientar e acompanhar cada caso de forma individualizada.

Centro de Medicina e Especialidades do Hospital Brasília funciona de segunda a sexta. Para agendar sua consulta, ligue: + 55 4020-0057 ou dirija-se a SHIS QI 15, Bloco G – Setor de Habitações Individuais Sul.

O que esperar nas primeiras horas após a inserção?

Sentir cólicas logo após a colocação do DIU é uma reação esperada. O útero responde à introdução do dispositivo com contrações leves a moderadas. Esse desconforto costuma ser mais perceptível nas horas iniciais e diminui gradativamente ao longo do dia.

A presença de pequenos escapes de sangue também faz parte desse período de ajuste. Esse sangramento decorre do manuseio do colo uterino e tende a cessar em poucos dias. Embora essas alterações causem receio, o risco real de infecções graves ou perda espontânea do DIU é baixo e costuma ser superestimado.

Quais são os cuidados imediatos com a rotina e a higiene?

Nas primeiras 24 a 48 horas, a recomendação principal é evitar a introdução de qualquer objeto na vagina. O colo do útero ainda está levemente dilatado e sensível devido ao procedimento. O repouso pélvico reduz as chances de entrada de microrganismos na cavidade uterina.

Algumas medidas práticas ajudam a proteger a região nesse período inicial:

  • Use absorventes externos em vez de absorventes internos.
  • Evite coletores menstruais, pois a tração ou o vácuo podem deslocar os fios do DIU.
  • Aguarde a liberação do seu médico para retomar as relações sexuais com penetração.
  • Prefira banhos de chuveiro, evitando imersão em banheiras, piscinas ou praias.

Como fica a prática de atividades físicas e o repouso?

Não há necessidade de repouso absoluto na cama. Atividades diárias leves, como caminhar distâncias curtas e trabalhar no computador, podem ser mantidas normalmente. O segredo é respeitar os limites do próprio corpo caso surja algum incômodo.

Exercícios de alto impacto e levantamento de peso excessivo devem ser evitados no primeiro dia. Essa pausa temporária previne o aumento involuntário das cólicas uterinas. Conforme a dor regride, a rotina de treinos e movimentos habituais pode ser retomada.

O que fazer para aliviar as cólicas nos primeiros dias?

O alívio da dor combina cuidados físicos simples e medicamentos recomendados pelo médico. A aplicação de calor na região pélvica ajuda a relaxar as fibras musculares do útero de forma rápida.

Uma bolsa térmica morna sobre o baixo ventre durante 20 minutos costuma trazer alívio considerável. Caso o desconforto continue, utilize apenas os analgésicos ou antiespasmódicos indicados na receita entregue após a colocação.

Agendar Consulta

Como e quando verificar os fios do DIU?

O DIU conta com fios muito finos que atravessam o colo uterino e chegam ao canal vaginal. Eles servem para checar o posicionamento do dispositivo e facilitam sua retirada no futuro. Durante os primeiros dias, evite mexer na região para não causar irritação desnecessária.

Passadas algumas semanas, o toque pode ser feito durante o banho. Em posição agachada, introduza o dedo indicador até alcançar o fundo da vagina e localize os fios suavemente. Caso sinta a haste rígida do dispositivo ou não encontre os fios, marque uma avaliação médica para checagem sem puxar nada.

Quando realizar o acompanhamento e os exames de controle?

A consulta de retorno cerca de 30 dias após o procedimento é indispensável no acompanhamento. Essa reavaliação permite checar a adaptação do organismo, examinar os fios e confirmar a ausência de complicações. Esse momento também serve para conversar com o médico de referência e esclarecer dúvidas que tenham surgido na rotina.

O exame de ultrassom transvaginal costuma ser feito entre o primeiro e o segundo mês de uso. Ele confirma se a haste permaneceu exatamente no fundo da cavidade uterina, garantindo sua eficácia contraceptiva. Após essa etapa de confirmação, as consultas voltam a seguir o calendário ginecológico de rotina.

Como identificar sinais de alerta e quando buscar ajuda?

Estar atenta a sinais de expulsão ou deslocamento nas primeiras semanas é importante para manter a segurança do método. Dores agudas repentinas ou a sensação de que o dispositivo desceu exigem atenção redobrada. Diante de qualquer suspeita, o suporte da equipe de saúde assegura a correção rápida do problema.

Procure atendimento com brevidade se apresentar algum dos seguintes quadros:

  • Febre ou calafrios sem explicação aparente.
  • Dores abdominais intensas que não cedem com os remédios prescritos.
  • Fluxo de sangue contínuo que encharca vários absorventes por hora.
  • Secreções vaginais com cheiro desagradável ou coloração esverdeada.
  • Sensação de toque da haste plástica na entrada da vagina.

Quais as diferenças de adaptação entre os tipos de DIU?

O padrão de sangramento varia conforme o mecanismo de ação de cada modelo. Conhecer essas diferenças evita preocupações infundadas nos primeiros meses após a inserção.

Tipo de dispositivoEfeitos esperados nos primeiros meses
DIU de Cobre ou PrataAumento transitório no fluxo menstrual e cólicas mais evidentes no período menstrual.
DIU Hormonal (Mirena/Kyleena)Pequenos sangramentos irregulares nos primeiros meses, seguidos de redução gradativa do fluxo.

A fase de adaptação completa do organismo costuma levar entre três e seis meses. Manter o acompanhamento com o médico que realizou o procedimento assegura um suporte contínuo e tira qualquer insegurança ao longo do caminho.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • AGUEMI, A. K. et al. Knowledge, attitude, and practice of Brazilian physicians about immediate postpartum and postabortion intrauterine device insertion. RBGO Gynecology & Obstetrics, 2023. Disponível: https://journalrbgo.org/article/knowledge-attitude-and-practice-of-brazilian-physicians-about-immediate-postpartum-and-postabortion-intrauterine-device-insertion/. Acesso em: 18 set. 2026.
  • AVERBACH, S. H. et al. Expulsion of intrauterine devices after postpartum placement by timing of placement, delivery type, and IUD type: a systematic review and meta-analysis. American Journal of Obstetrics and Gynecology, mar. 2020. Disponível: https://www.ajog.org/article/S0002-9378(20)30236-2/abstract. Acesso em: 18 set. 2026.
  • BELL, S. F. E. et al. Rethinking referral pathways: qualitative evaluation of general practice networks to increase access to intrauterine contraception. Family Practice, 2022. Disponível: https://academic.oup.com/fampra/article/39/6/1109/6575757. Acesso em: 18 set. 2026.
  • DE OLIVEIRA, L. S. et al. Evidence of intrauterine device insertion by nurses in Primary Health Care: an integrative review. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, 2023. Disponível: https://www.scielo.br/j/reben/a/GVYYDNKK8Ztzr6JjmPtNxQc/?lang=en. Acesso em: 18 set. 2026.
  • RUBIN, S. E. et al. Counseling adolescents about the intrauterine contraceptive device: a comparison of primary care pediatricians with family physicians and obstetrician-gynecologists in the Bronx, NY. Journal of Primary Care & Community Health, 2015. Disponível: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/2150131914568460. Acesso em: 18 set. 2026.
Escrito por
EHBSB
Equipe Hospital BrasíliaEquipe Hospital Brasília
Escrito por
EHBSB
Equipe Hospital BrasíliaEquipe Hospital Brasília